Luanda, Angola: bicycle Lane - bike path on the waterfront avenueAvenida Marginal, 4 de Fevereiro - Atlântico Towers, Sofitel Hotel, Fortress, Centro Fortaleza - Ingombota
A cidade que simboliza o coração económico do país continua a atrair sonhos e esperanças. Para muitos cidadãos, sobretudo jovens, o desemprego transforma essa promessa num ciclo de espera, frustração e exclusão social.
Por: Redacção
Numa altura em que o desemprego atinge níveis elevados, Luanda entra em clima de celebração, citadinos reagem em torno da celebração da cidade capital.
Francisco de Barros, professor, faz uma avaliação do desemprego em torno da celebração dos 450 anos de existência da cidade capital onde muitos jovens angolanos têm como Luanda uma fonte de trabalho, entretanto o jovem entende que o Governo deve proporcionar mais empregos nesta franja da sociedade.
Por outro lado, o professor entende que o índice elevado de desemprego na capital, gera criminalidade, nepotismo, e corrupção, lamentando o favoritismo que há na capital no que toca o acesso ao mercado de trabalho, ressaltando que os Governantes normalizaram o desemprego, e com isso cria frustração para a sociedade juvenil. Francisco apontou o estado como o principal responsável pelo número elevado de desempregados, acrescentando que deve haver uma simbiose entre o Estado e o sector privado a fim de garantir mais empregabilidade. O nosso interlocutor lamenta o facto de alguns cidadãos levarem uma vida precária numa altura em que Luanda celebra mais um aniversário.
João Clemente jurista, faz uma retrospectiva sobre a efeméride olhando pelos feitos da referida cidade, caracterizando-a como acolhedora.
Os serviços de saúde, saneamento básico, desigualdade social, criminalidade e o sistema de ensino mereceram também uma abordagem do nosso entrevistado que aproveitou a ocasião para apelar a quem de direito que se efective as comemorações de Luanda ultrapassando os problemas que afligem a sociedade.
Clemente entende também que a segurança é uma lástima onde a voz da delinquência impera mais que a voz da justiça, onde a morte impera mais que a saúde tendo ressaltado também o seguinte: “Lamento o facto de as pessoas se habituarem a viver com o lixo”
Veríssimo Funete estudante universitário de comunicação social reage às festividades da cidade capital, o desemprego é mais uma vez apontado como um dos maiores problemas da sociedade luandense, facto que contribui significativamente ao número elevado de criminalidade. Esta problemática representa uma ameaça para a contratação de uma Luanda melhor, Funete ressaltou que nem todas as políticas adoptadas pelo governo respondem as necessidades reais da população luandense a exemplo das pessoas portadoras com deficiência que são muitas vezes são excluídas, concluiu.

