Trabalhadores da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes aguardam por dias melhores
Os trabalhadores da Empresa fabril de calçados e uniformes (EFCU-EP) voltaram a protestar na última sexta – feira junto da entidade patronal pela melhoria das condições laborais cujos problemas se registam há cerca de dois anos.
Por: Redacção
A situação que já perdura há quase dois anos tem sido marcada com greve e protestos de modo a despertar a empresa que segundo os trabalhadores nada faz para a inversão do quadro.
Laurinda João, secretária do sindicato para área de mobilização feminina adiantou que a situação é muito preocupante sublinhando que a entidade patronal nega em conceder aquilo que ela considera por direito.
“As condições laborais não são das melhores o que muitas vezes põem em risco as nossas vidas. Outra situação que nos deixa bastante tristes tem a ver com os baixos salários que não chegam para alimentar as nossas famílias e suportar o estudo dos nossos filhos”. Referiu a fonte para mais adiante dizer que “mesmo com o caderno reivindicativo que apresentámos a entidade empregadora e em particular aos órgãos competentes como Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social, Ministério da Defesa e da Casa Civil da Presidência da República, ainda assim não tivemos êxito e tudo anda de mal a pior”. Lamentou.
Já a porta-voz do sindicato que responde pelo nome de Anita do Nascimento, considerou que o cenário é muito complicado uma vez que segundo o mesmo já lá vai a caminho de dois anos com esses problemas.
“A questão da segurança social também nos preocupa. Temos na nossa empresa trabalhadores há cerca de vinte anos que infelizmente não beneficiam deste serviço o que compromete o futuro das nossas famílias”. Realçou.
Por sua vez Domingos Máquina Nhime, trabalhador há mais de dez anos mostrou-se bastante triste pelo momento que a empresa está a viver queixando –se pela falta de diálogo a fim de se encontrar um meio termo.
A Empresa Fabril de Calçados e Uniformes (EFCU-EP) é uma unidade pública de destaque localizada no município do Cazenga, em Luanda, nas antigas instalações da TEXTANG II. Dedica-se à produção de calçado e fardas (militares e de serviço), com capacidade para milhares de peças diárias.


