O Nthotila TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi, Rei do Povo Kongo, anunciou para o dia 3 de Outubro de 2026 o início das celebrações alusivas aos quatro anos desde a sua coroação.
Por : Redacção
Falando à imprensa o Nthotila informou que a celebração ultrapassa o significado reservado aos súbditos que mantêm contacto directo ou indirecto com a sua liderança.
Sublinhou que o Luyalungunu de Nthotila está ligado ao Serviço da Justiça Universal, conferindo às celebrações, na sua perspectiva, um significado de dimensão universal.
“O significado é universal e tem a ver com a verdade e com a plenitude da restauração dos tempos de identidade dos povos nos seus territórios de origem, pelo plano existencial de cada raça, família e povo” disse.
Para a edição deste ano, o lema escolhido é “Phanga Kongo Yituveni Phandu Nlongu Yi Dipanda Dietu”, ou seja “O Verbo do Kongo nos concedeu o Místico Sagrado da Nossa Independência.”
Durante o período comemorativo, estão previstas várias actividades, TadiDiambuisu, contudo, adiantou que alguns dos eventos não serão divulgados publicamente nesta fase.
Explicou que as actividades serão realizadas no Palácio do Nthotila e terão acesso limitado a príncipes, subchefes e chefes, não estando prevista a abertura ao restante povo do Reino nem a pessoas estrangeiras à sua Lei.
O Nthotila justificou a decisão com a necessidade de preservar a reserva e a confiança no âmbito dos programas específicos que tem desenvolvido.
Ao fazer o balanço dos quatro anos desde que assumiu o título de Rei, Nthotila TadiDiambuisu considerou os resultados “fortemente justos e extravagantemente maravilhosos”.
“Estamos a fazer o nosso trabalho com justiça e equidade, não invadimos o tempo de ninguém e todos os que tentaram invadir o nosso tempo foram travados pelos Seres Elementares da Justiça” afirmou.
O soberano afirmou ainda que a sua liderança resistiu às pressões e que os objectivos definidos foram alcançados e que, actualmente, muitas pessoas passaram a obedecer à sua liderança “de forma consciente e inconsciente”.
Na entrevista, fez também referência ao crescimento daquilo que denomina Kongolinidade e Africanidade dos Ba’Ntu na região dos Grandes Lagos e em Kongola, em particular.
Para os próximos anos, o Nthotila garantiu que pretende continuar a trabalhar sem “distracções” e sem ceder a pressões externas.
Defendeu ainda a preservação da identidade como elemento fundamental para a ligação dos povos aos seus territórios e culturas.
“Nós já temos a verdadeira identidade, que é o único elemento que nos cederá a cobertura territorial e geográfica, pois, cada terra foi codificada para um certo tipo de identidade e cultura, nós somos BaKongo” finalizou.

