Depois da pausa pedagógica motivada pela quadra festiva, as aulas retomaram esta segunda-feira em todo o país. No entanto, o absentismo escolar voltou a fazer-se sentir em algumas instituições de ensino, particularmente no município de Cacuaco, em Luanda onde constatou a nossa reportagem.
Por: Redacção
O período festivo do fim de ano parece não ter sido suficiente para o descanso dos alunos, uma vez que a ausência às aulas continua a ser uma realidade recorrente. Tal como tem acontecido no início de cada trimestre, muitos estudantes faltam às aulas, deixando as escolas praticamente vazias, apesar da presença massiva do corpo docente.
A nossa reportagem visitou alguns estabelecimentos de ensino nesta circunscrição de Luanda. Em declarações sob anonimato, responsáveis escolares afirmaram que o absentismo constitui um problema antigo. Segundo os mesmos, a situação deve-se, em grande parte, à falta de acompanhamento por parte dos pais e encarregados de educação, bem como à fragilidade no controlo do processo de ensino-aprendizagem.
No bairro Belo Monte, o complexo escolar privado PMC também não escapou a esta realidade, embora se tenha registado uma presença razoável de alunos. O colectivo de professores considera este um momento desafiador e apela aos pais e encarregados de educação para que assumam um papel mais activo na fiscalização dos seus educandos, de modo a evitar a fuga às aulas. Defendem ainda a conjugação de esforços entre todas as partes envolvidas para inverter o actual quadro.
A direcção da escola, representada pelo subdirector pedagógico, Cristóvão Paulo António, reconheceu a fraca adesão dos alunos no primeiro dia de aulas e lamentou a situação, manifestando, no entanto, esperança em dias melhores.
Importa recordar que o absentismo escolar é um fenômeno antigo, registado ao longo de vários anos lectivo em diferentes escolas do país, com maior incidência em Luanda, onde esta prática tem sido, de certa forma, normalizada tanto por gestores do ensino como por pais e encarregados de educação.


