A Administradora do Kilamba Kiaxi ordenou poucos dias antes do Natal o encerramento de um dos portões do mercado vulgo Feira da Liberdade na Vila Estoril, Golfe-2 por alegadamente estar a causar fluxo de peões no mesmo sentido onde operam lojas diversas e bancos.
Por: Benhão Sapo
No documento datado de 18 de Dezembro do corrente ano assinado pela administradora, adverte que a reabertura das portas constitui crime de desobediência punido com pena de prisão de seis meses ou com multas até 60 dias, nos termos da alínea b) do artigo 340º do Código Penal.
Dona Cecília Xavier, proprietária do mercado que tem vindo a ser disputado pela Administração do Kilamba já há alguns anos, contou que a administradora, Naulila Masisa Fernandes André já terá gerido o mercado durante seis meses em 2023 e não fechou as portas que ficam a margem da estrada e avançou que, o problema de perseguição contra a sua gestão no mercado é antigo, mas garantiu que nunca teve problemas com os dirigentes anteriores.

“Esse problema com o mercado é antigo, e é somente com ela, trabalhei com os administradores Guilhermina, o camarada Funete e o camarada Cardoso mas não houve problemas, então começo a dar conta que ela tem algo contra mim”.
Para a senhora Cecília, não faz sentido fechar as quatro portas do mercado que ficam ao longo da estrada, uma vez que na mesma linha estão outras lojas em funcionamento com as portas abertas.
O referido mercado já enfrentou vários problemas de litígio com a administração do Kilamba Kiaxi. Entretanto, a gestora de 63 anos de idade, contou como começou a criação do mercado que actualmente congrega cerca de 1500 mulheres feirantes avançando que primeiro iniciou com o mercado de Luandos em 1970 durante pelo menos quatro anos.
Segundo a mesma, a Administradora alega que o espaço pertence ao Estado, porém Cecília que acusa a Administração de não querer atribuir a si a titularidade de terra, disse haver interesses pessoais por detrás das acções da responsável máxima do município e, advertiu que caso a administradora não recue com a medida vai causar muitos prejuízos às famílias, cuja sobrevivência depende das vendas realizadas naquele mercado situado entre duas estradas, tendo igualmente avançado que tem apoiado algumas famílias carentes juntamente com as feirantes através dos bens adquiridos no espaço em causa e apela a administradora a respeitar o cargo.


