A cada início do ano lectivo em Angola, são recorrentes os relatos de crianças que ficam fora do sistema de ensino, adiando o sonho de milhares de petizes de aprender a ler e a escrever uma situação que tem levado o governo a criar políticas para inverter a realidade que continua cada vez mais distante.
Por: João Afonso
Apesar das intervenções da sociedade civil e de organizações como o Movimento dos Estudantes de Angola, bem como do apelo constante de pais e encarregados de educação que veem os seus filhos afastados das instituições de ensino, o Governo ainda não consegue garantir a inclusão de todas as crianças no sistema educativo.
De acordo com estimativas de 2025, a faixa ectária dos 5 aos 11 anos é a mais afectada, totalizando aproximadamente 2,4 milhões de crianças nessa condição.
Para aliviar a pressão sobre os pais e encarregados de educação, o Executivo anunciou o aumento do número de salas de aula do ensino primário no país para um total de 67.170. A informação foi avançada, esta semana, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Kondjimbi Epalanga, durante a reunião do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República.
Diante deste cenário, renascem as esperanças no seio da comunidade estudantil, sobretudo para as crianças, que são as principais vítimas ao permanecerem fora do sistema de ensino.

