Preocupado com a decadência dos valores morais e culturais, o jovem músico angolano Djo‑Nurufi criticou a forma como alguns filhos tratam os pais, denunciando um processo de aculturação retratado em sua música “Bazou”.
Por: João Afonso
O artista manifestou-se contrário ao uso de termos pejorativos para se referir aos progenitores, como “mamoite” para a mãe e “papoite” para o pai. “Não consigo entender como chegamos a esse nível, em que a nossa mãe é chamada de mamoite e o pai de papoite. Isto representa um sinal de aculturação”, afirmou Djo‑Nurufi, explicando que a canção “Bazou” procura espelhar a actual realidade de pessoas que valorizam aparências e ignoram princípios culturais.
Para o músico, é fundamental que a sociedade retome o respeito às tradições e viva de acordo com a sua cultura. Ele defende também que os artistas criem as próprias oportunidades, face a um mercado musical que considera “pesado e violento”. “Devemos ter fé e lutar pela realização dos nossos sonhos — há quem faça música por amor, quem busca fama e quem a usa apenas como diversão ou passatempo”, justificou.
Djo‑Nurufi revelou ainda que tem outros projectos musicais em preparação, que deverão ser lançados em breve.

