Especialistas em Psicologia Escolar manifestaram preocupação com a ausência de gabinetes de acompanhamento psicopedagógico nas escolas públicas, apontando responsabilidades ao Governo e ao cepticismo de alguns pais e encarregados de educação quanto à importância deste serviço nas instituições de ensino.
Por: Redacção
O professor e psicólogo escolar Bruno Lopes Paixão criticou as políticas educativas vigentes, considerando que tem faltado vontade política para a implementação efectiva de gabinetes psicopedagógicos, sobretudo nas escolas públicas. No seu entender, o psicólogo escolar é um profissional fundamental para a melhoria da qualidade do ensino, pois actua directamente no apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem e no fortalecimento do ambiente escolar.
Por sua vez, a psicóloga escolar Ginete Panda, afecta ao Complexo Escolar Dom Pedro V, lamentou a resistência demonstrada por alguns pais quando os seus educandos são encaminhados ao gabinete de acompanhamento psicopedagógico. Apesar disso, destacou o empenho de algumas instituições que investem nesta área, como a escola onde lecciona, sublinhando, no entanto, que ainda há muito trabalho a ser feito.
Já Celestina Carlos Kalei, psicóloga escolar afecta ao Complexo Escolar Filadélfia, alertou para a realidade preocupante verificada na capital do país. Segundo a especialista, se em Luanda já se nota a ausência desses gabinetes, tanto em escolas públicas como privadas, a situação tende a ser ainda mais crítica nas instituições localizadas no interior do país. Para ela, a melhoria da qualidade da educação não depende apenas da construção de novas escolas, mas também da presença de serviços especializados e profissionais qualificados que contribuam para o desenvolvimento integral dos alunos.
Importa referir que a Psicologia Escolar é um ramo da Psicologia que visa compreender e intervir no contexto educativo, promovendo a melhoria da qualidade do ensino. O seu principal objectivo é apoiar estudantes com dificuldades de aprendizagem, tais como problemas de leitura, escrita e cálculo, ajudando-os a superar limitações que comprometem a assimilação dos conteúdos ministrados em sala de aula.

