O Brasil continua a afirmar-se como um dos principais destinos para a formação especializada de médicos angolanos, no quadro da forte aposta do Executivo na qualificação dos recursos humanos e na melhoria das infraestruturas sanitárias.
Por: Redacção
O Presidente da República tem reiterado, em vários discursos, a prioridade atribuída ao sector da Saúde, destacando a necessidade de reforçar a capacidade técnica e científica dos profissionais nacionais.
Recentemente, quatro médicos bolseiros angolanos concluíram, na Universidade de São Paulo, formações especializadas em áreas críticas para o sistema de saúde angolano. Trata-se de:
Adelma Ariane Cabral, especializada em Anestesia Cardiovascular;
Joaquim Gonga, em Cirurgia Cardíaca;
Sónia Jungo e Avelina Catone, ambas em Endoscopia Respiratória.
Segundo nota do Ministério da Saúde, os profissionais permaneceram cerca de um ano e seis meses no Brasil, onde cumpriram um programa intensivo em domínios de elevada diferenciação técnica, científica e tecnológica. A cerimónia de conclusão foi prestigiada por uma delegação oficial, no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal da Saúde em Angola (PFRHS).
De acordo com dados do programa, o projecto já atingiu 32,8% de execução, com 12.471 profissionais formados até ao momento. Dos mais de mil bolseiros enviados ao exterior, cerca de 700 realizaram formação no Brasil, sendo 27 acolhidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em áreas consideradas prioritárias.
Até Fevereiro de 2026, 521 profissionais concluíram formação no exterior, reforçando directamente a capacidade técnica das unidades sanitárias do país.
O programa é financiado pelo Banco Mundial, no valor de 200 milhões de dólares, e tem como meta especializar aproximadamente 38 mil profissionais até 2028.
Entretanto, Angola continua abaixo das recomendações internacionais no que se refere à percentagem do Orçamento Geral do Estado (OGE) destinada ao sector social. A ministra das Finanças, Vera Daves, reconheceu recentemente essa realidade, defendendo que “é possível dedicar uma parcela ainda maior do orçamento à Educação e à Saúde”.
A governante falava no espaço “Conversas 100 Makas”, conduzido pelo jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho, onde destacou a necessidade de continuar a reforçar o investimento nos sectores sociais estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.

