Um grupo de jornalistas da Rádio Ecclésia prestou uma homenagem ao antigo profissional da estação, Tomás de Melo, que se encontra afastado dos palcos radiofónicos devido a problemas de saúde. O acto visou saudar o dia mundial da rádio e o aniversário natalício do profissional.
Por: Benhão Sapo
Repórter, editor e cofundador de vários programas da emissora católica de Angola, Tomás de Melo enfrenta complicações de saúde associadas à diabetes, que resultaram numa perda parcial de visão causada por desvio da córnea. Segundo informações avançadas, a patologia pode evoluir para a perda permanente da visão, caso não seja tratada adequadamente, sendo que o tratamento poderá ter de ser realizado fora do país.
Como forma de manifestar solidariedade, os colegas decidiram emitir o programa “Kais FM” na residência do jornalista, no bairro Benfica, em Luanda, na passada quarta-feira, 11 de fevereiro, data em que celebrou mais um aniversário. Durante a emissão especial, Tomás de Melo demonstrou o seu profissionalismo e reafirmou a vontade de continuar a contribuir para o sector da comunicação social.
“Tenho muita vontade de voltar a fazer programas e poder ler. Ainda não atiramos a toalha ao tapete. Estou disponível para continuar a trabalhar como jornalista voluntário ou colaborador. Não importa o formato, estou aqui para continuar a dar o meu apoio, inclusive no Regué”, declarou.
Durante a transmissão, familiares, amigos e colegas deixaram apelos à sociedade angolana para que se mobilize numa acção solidária em prol da saúde do jornalista, cuja recuperação depende de tratamento no exterior.
O jornalista Guilherme da Paixão, que também se associou à causa, reforçou o apelo à solidariedade. Segundo ele, após consultas e pesquisas, há indicações de que a condição que afecta Tomás de Melo é reversível, desde que receba tratamento adequado fora de Angola.
“A situação é reversível, ele pode voltar a enxergar, mas para isso precisa de ir ao exterior. Por isso, apelamos a todos os que conviveram com o Tomás para que prestem o seu apoio”, afirmou.
Guilherme da Paixão dirigiu ainda um apelo ao Ministério da Saúde, solicitando uma audiência com a ministra, a fim de apresentar o caso e procurar soluções. “Queremos que o Ministério da Saúde receba um grupo de jornalistas para tratarmos deste assunto. O Tomás ainda tem muito para dar. Ele continua com força, escreve, tem grande apetência pelos microfones. Faz parte dos 50 anos da nossa independência e esse percurso não pode terminar assim, enquanto podemos fazer algo”, sublinhou.
A irmã mais velha do jornalista, Manuela Dias, também se juntou ao apelo, solicitando o apoio solidário dos angolanos. “Peço às pessoas que puderem ajudar que pensem na situação dele. Ele é um jovem que ainda tem muito para dar. Precisamos não só de apoio financeiro, mas também social e psicológico. Um abraço, um telefonema, um gesto de carinho fazem diferença. Ele precisa do apoio de todas as forças vivas da sociedade”, afirmou.
Recorde-se que Tomás de Melo perdeu parcialmente a visão devido a um desvio da córnea, agravado por complicações associadas à diabetes.

