O mês dedicado à mulher em Angola encerra com fortes apelos ao combate à violência doméstica e outras formas de abuso que ainda afectam muitas mulheres no país. Durante este período, diversas actividades foram realizadas, mas também vieram à tona preocupações persistentes, como a violência doméstica e o abuso sexual, temas que dominaram debates em várias regiões.
Por: João Afonso
Na cidade de Saurimo, província da Lunda-Sul, o Grupo Parlamentar de Mulheres defendeu o agravamento das penas contra autores de violência doméstica e abuso sexual de menores. A posição foi apresentada pela presidente do grupo, Teresa da Silva Neto, após um encontro com o vice-governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Cláudio Pemessa, que representava o governador Gildo Matias José, no âmbito de uma visita de dois dias à região. Diante da gravidade e recorrência desses crimes, a responsável apelou à adopção de uma política de tolerância zero para os infractores.
O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, também reforçou este posicionamento, defendendo tolerância zero em relação aos crimes de abuso sexual, o que despertou ampla atenção na sociedade angolana.
Como parte das celebrações do Março Mulher, a cidade de Luanda vai acolher, no próximo sábado, dia 28, um encontro provincial sob o lema “Mulheres de Luanda, essência que transforma”. Promovido pelo Governo de Luanda, o evento terá lugar na Baía de Luanda, das 9h às 17h, com acesso livre ao público.
A iniciativa contará com feiras, espaços de restauração, actividades físicas, palestras sobre empreendedorismo feminino e um espectáculo musical. Segundo a organização, o evento pretende ser um momento de partilha e inspiração, reforçando o papel da mulher como agente fundamental de transformação e desenvolvimento na sociedade.

