No comunicado assinado pelo líder do movimento José Zecamutchima que vem revindicando a autonomia da região leste que integra as províncias do Moxico, Lunda -Norte e Sul tornou público a sua nova postura estratégica face à estagnação política imposta pelo Governo angolano no processo que leva décadas apresentando três exigências nomeadamente; a abertura de um canal de diálogo político formal, mediado por personalidades independentes da sociedade civil angolana e observadores internacionais, o Reconhecimento de Direitos Históricos destacado como uma causa é fundamentada no direito divino e natural bem como em tratados históricos que conferem autonomia ao Protectorado, uma realidade jurídica que segundo os Lundas não pode continuar ser ignorada pelas autoridades angolanas, o fim da Dualidade Diplomática, advertindo que o Governo Angolano não pode continuar a ser “mediador de paz” na região da RDC- República Democrática do Congo enquanto mantém o silêncio e a repressão interna nas Lundas. Lê –se no comunicado.
Os três eixos da sua nova abordagem segundo o documento o Movimento do Protectorado Português Lunda Tchokwe (MPPLT), convoca as forças vivas da nação angolana, partidos políticos da oposição, sociedade civil organizada e intelectuais independentes para um pacto de estabilidade que inclua a autonomia regional como solução para alegada crise de governação, a exploração desenfreada de recursos das suas terras, que contrasta com a miséria extrema das populações locais que se segundo eles, atingiu o limite da tolerância social apelando o que chamam de uma urgência humanitária. No terceiro eixo refere, sobre a necessidade de uma diplomacia activa em que o movimento promete notificar as autoridades angolanas e a comunidade internacional com uma proposta concreta com linhas mestras do projecto de Autonomia Lunda ao leste de Angola, como princípio de negociações sobre a recusa sistemática de diálogo por parte do Executivo.
“Notificaremos oficialmente as autoridades angolanas e a comunidade internacional com uma proposta concreta com linhas mestras do projecto de Autonomia Lunda ao leste de Angola, como princípio de negociações sobre a recusa sistemática de diálogo por parte do Executivo”.
Refere-se que o comunicado foi emitido em véspera do 5º aniversário do massacre de Cafunfo ocorrido no dia 30 de Janeiro de 2021 entre a polícia e a sociedade civil de Cafunfo na província da Lunda Norte, onde o mesmo alerta que não aceitará menos que um diálogo transparente, inclusivo e juridicamente vinculativo.
“Não aceitaremos menos do que um diálogo transparente, inclusivo e juridicamente vinculativo. Para o esclarecimento de possíveis equívocos na interpretação deste comunicado, o MPPLT reafirma, o seu compromisso inabalável com a via democrática e com a Constituição da República para a resolução pacífica de quaisquer divergências políticas”. Refere o documento, enviado a nossa redacção.

