No âmbito das celebrações do mês dedicado à mulher, o presidente da Associação de Luta contra o Assédio (ALCA), Manuel José Francisco, reconheceu o contributo fundamental das mulheres no seio da organização, destacando o papel de cada uma no fortalecimento e desenvolvimento das actividades da associação
Por: João Afonso
Durante o acto de homenagem, o responsável sublinhou a importância de as mulheres permanecerem firmes no projecto, de modo a dar resposta aos desafios sociais. Segundo afirmou, o país continua a registar elevados índices de assédio, que muitas vezes resultam em abusos sexuais, sobretudo contra menores.
Em representação das mulheres da organização, a vice-presidente, Emanuela Epalanga, manifestou satisfação pelo reconhecimento e agradeceu o gesto. “Sentimo-nos valorizadas e protegidas. Aproveito a ocasião para encorajar cada mulher deste projecto a manter a força e a determinação”, afirmou.
Na sua intervenção, acrescentou ainda que “ser mulher em Angola não é fácil, mas, unidas, somos capazes de enfrentar qualquer desafio”.
Questionada sobre a recente posição do Presidente da República sobre a tolerância zero face aos casos de abuso sexual contra menores, Emanuela Epalanga considerou tratar-se de uma mensagem pertinente. No entanto, ressaltou que, ao nível da ALCA, o foco está na acção prática e no combate efectivo a esses crimes, visando garantir maior protecção às mulheres.
Recorde-se que o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, fez tais declarações na semana passada, durante a cerimónia de tomada de posse de um grupo de juristas.


