A coordenadora da Mulher Angolana na Igreja Católica, a nível da juventude de São Marcos do Belo Monte (PROMAICA), apelou a uma maior consciência por parte das mulheres que exercem a venda ambulante à beira das estradas.
Por: Benhão Sapo
A responsável, Laurinda João, reagia ao atropelamento mortal de uma vendedora ambulante de 31 anos, grávida de nove meses, ocorrido na semana passada na vila de Cacuaco, após o despiste de um mini autocarro que alegadamente perdeu o controlo.
Num primeiro momento, Laurinda João lamentou profundamente o sucedido, manifestando solidariedade para com a família enlutada. Em seguida, reconheceu a bravura das mulheres que se dedicam a este tipo de actividade comercial em todo o país, destacando que muitas o fazem por necessidade de sustentar as suas famílias.
Segundo afirmou, “essas mulheres são verdadeiras guerreiras, pois, se não venderem, as suas famílias podem ficar sem sustento e sem condições para garantir a educação dos filhos”.
Ainda assim, deixou um apelo à prudência, alertando para os perigos associados à venda em locais impróprios, como debaixo de passagens pedonais e à beira das estradas. Defendeu que, apesar de nesses pontos conseguirem melhores vendas, é fundamental que priorizem a segurança e a preservação da vida.
Laurinda João reconheceu igualmente o papel dos fiscais, considerando legítimas as medidas que visam impedir a venda nesses locais de risco. “É importante que estas mulheres tenham consciência de que têm vida e família”, sublinhou.
Recorde-se que o acidente ocorreu no dia 19 de março. De acordo com informações da família da vítima, o motorista envolvido encontra-se sob custódia policial, tendo já cumprido os primeiros procedimentos relacionados com os custos do óbito. O caso deu-se no Sector 8, conhecido como bairro Kimbele, em Cacuaco.
O programa de Reordenamento do Comércio (PRC) em Luanda, liderado pelo Governo Provvincial (GPL), visa organizar a venda ambulante, remover barracas de passeios e vias públicas, e combater a venda ilegal, visando a limpeza, fluidez do trânsito e melhoria da imagem urbana. A iniciativa reforça a fiscalização e incentiva o uso de mercados formais.

