O padre Paulo Ndjongo Pindali apelou aos angolanos para que não traiam a própria pátria em troca de interesses pessoais, alertando para as consequências do materialismo e da falta de compromisso com o bem comum.
Por: Benhão Sapo
Durante a sua reflexão, o sacerdote fez referência ao episódio bíblico de Judas, que traiu Jesus, afirmando que trair o próximo ou a nação é equivalente a trair o próprio Cristo. Segundo o clérigo, existem actualmente dirigentes que colocam interesses pessoais acima do bem-estar da população, comportamento que classificou como uma forma moderna de traição.
“É preciso não trair a própria pátria. Muitas vezes tornamo-nos Judas do nosso próprio país. Há figuras que vendem Angola em benefício próprio e não do povo; quem assim age também é um Judas”, afirmou.
O missionário denunciou ainda que atitudes movidas pelo materialismo e pela ambição têm levado algumas pessoas a cometer actos extremos, incluindo a violência e até alegados envenenamentos. No entanto, advertiu que os conflitos não devem ser resolvidos por meios violentos, reforçando que o verdadeiro amor não trai nem destrói.
Padre Pindali destacou que a ética, a solidariedade e o respeito pela vida devem prevalecer, sobretudo entre aqueles que ocupam posições de responsabilidade na sociedade.
As declarações foram feitas durante a missa do Domingo de Ramos, celebração da tradição católica que simboliza a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O evento teve lugar na diocese de Caxito, onde o sacerdote exerce a sua missão como oblato de Maria Imaculada precisamente no Belo Monte em Cacuaco.

