O missionário oblato de Maria Imaculada, padre Paulo Pindali, afirmou durante a missa do último domingo, 15 de fevereiro, na paróquia de São Marcos, onde exerce a sua acção pastoral, que o sofrimento e a miséria dos povos africanos, particularmente dos angolanos, não são resultado de um destino traçado por Deus, mas sim consequência das más escolhas feitas na eleição dos seus líderes e da má gestão dos governantes.
Por: Benhão Sapo
Na sua homilia, o sacerdote destacou que a situação social e económica vivida em Angola decorre, em grande medida, da responsabilidade colectiva nas decisões políticas. Para ele, os cidadãos devem reflectir de forma crítica e consciente sobre as suas escolhas, pois delas dependem os rumos do país.
O padre Paulo Pindali aproveitou ainda a celebração para abordar as tendências e implicações do Dia de São Valentim, popularmente conhecido como Dia dos Namorados. Dirigindo-se especialmente à juventude, salientou que muitos dos problemas enfrentados por esta franja da sociedade resultam igualmente das suas próprias escolhas. Defendeu que é fundamental que os jovens saibiam escolher os seus parceiros, de modo a evitar separações que possam desestruturar famílias.
O sacerdote sublinhou que a fidelidade conjugal vai além da exclusividade sexual, configurando-se como um pacto de confiança, lealdade e respeito mútuo, essencial para a estabilidade do casal. Segundo explicou, a fidelidade envolve decisões diárias de valorização da relação, comunicação honesta sobre limites, protecção do parceiro mesmo na sua ausência e a prudência para evitar situações que comprometam a confiança.
Neste contexto, apelou a uma maior responsabilidade da comunidade cristã, defendendo que os casais devem manter-se fiéis e evitar envolver-se com terceiros. Advertiu ainda que “todo homem e mulher que se envolve com alguém sabendo que este é casado ou casada irá para o castigo eterno”.
A poligamia é a união conjugal de um indivíduo com dois ou mais parceiros simultaneamente sendo uma prática ainda presente em várias regiões de África, frequentemente associada a tradições culturais e ao estatuto social.

