O país assinala neste domingo mais um aniversário da morte de Jonas Malheiro Savimbi, líder fundador da UNITA, falecido em combate a 22 de fevereiro de 2002, na província do Moxico, após confrontos com as Forças Armadas Angolanas, nas imediações de Lucusse. A sua morte marcou o fim de uma prolongada guerra civil e constituiu um momento decisivo na história de Angola.
Por: João Afonso
A propósito da data, o historiador Dinis Miguel afirma que a UNITA deve orgulhar-se do projecto político deixado por Jonas Savimbi, salientando que o seu legado continua presente no seio do partido. Segundo o historiador, os actuais dirigentes têm procurado implementar o chamado “Projecto de Mwangai”, assente em princípios como a independência, a democracia multipartidária, a igualdade, a soberania popular e a valorização do campo como base para o desenvolvimento das cidades.
Dinis Miguel considera ainda que a UNITA tem demonstrado capacidade de adaptação ao contexto político actual, mantendo-se activa e mobilizada no cenário político angolano. Na sua perspectiva, o partido possui legitimidade para, futuramente, vir a governar o país, actualmente dirigido pelo MPLA.
O historiador destacou igualmente a Fundação Jonas Savimbi, iniciativa promovida pelos filhos do líder fundador da UNITA, defendendo que o projecto pode contribuir com novas energias para diferentes sectores da vida nacional, colaborando para o desenvolvimento do país.

