A UNITA reiterou a necessidade da criação de um Pacto de Estabilidade e Transição Democrática com vista às próximas eleições gerais previstas para 2027. A posição foi apresentada durante uma conferência de imprensa realizada na sede do secretariado nacional do partido, no bairro São Paulo, em Luanda.
Por: Benhão Sapo
Na ocasião, o secretário-geral da UNITA, Liberty Chiyaka, afirmou que o pacto representa um passo importante para garantir um processo eleitoral transparente, competitivo e verdadeiramente democrático no país.
Segundo o dirigente, a proposta pretende mobilizar partidos políticos, organizações da sociedade civil e outros actores nacionais, de modo a criar consensos que assegurem estabilidade política antes e depois do processo eleitoral.
“Queremos que todos estejamos comprometidos com este pacto de estabilidade, deixando de lado receios, para que Angola tenha, pela primeira vez, um processo eleitoral verdadeiramente livre, transparente, democrático e competitivo, cujo resultado reflicta a vontade soberana do povo”, afirmou.
Liberty Chiyaka acrescentou que, caso a UNITA vença as eleições gerais, o partido pretende formar um governo inclusivo e participativo, aberto a cidadãos de diferentes sensibilidades políticas.
De acordo com o responsável, esse eventual executivo incluiria patriotas de várias forças políticas, inclusive membros do MPLA comprometidos com a boa governação, o combate à corrupção e o bem-estar dos angolanos.
O secretário-geral destacou ainda que a proposta do pacto já havia sido comunicada anteriormente pelo comité permanente do partido, reforçando que, embora a iniciativa tenha partido da UNITA, o objectivo é servir os interesses de todo o país.
Durante a conferência, Chiyaka considerou também que o MPLA poderá vir a perder as próximas eleições. Ainda assim, afirmou que, na visão da UNITA, o actual Presidente da República, João Lourenço, não precisaria abandonar o país caso isso aconteça, sublinhando que tal situação não seria benéfica para Angola.
Por fim, o dirigente lamentou que muitos angolanos tenham deixado o país nos últimos anos, situação que atribui àquilo que classificou como má governação, reforçando que a prioridade do partido é trabalhar por um futuro melhor para os cidadãos.

