O movimento revolucionário UNTRA convocou uma manifestação para o próximo dia 28 de março, com o objetivo de exigir a libertação de indivíduos que considera serem “presos políticos”, entre eles o general Nila, Osvaldo Kaholo e outros activistas da sociedade civil actualmente detidos no país.
Por: Benhão Sapo
A informação foi divulgada esta semana pelo coordenador provincial da organização, Luiz Antunes, que afirmou manter contacto com os chamados “revús”. Segundo o responsável, não é admissível que, em pleno contexto de paz e democracia, cidadãos sejam detidos por reivindicarem boa governação e direitos fundamentais.
“Não podemos admitir a prisão de pessoas que lutam pelos direitos dos cidadãos num país democrático. É isso que nos levará às ruas no dia 28 de março, às 10 horas, no mercado de São Paulo”, declarou.
Luiz Antunes apelou ainda à Polícia Nacional para que garanta a ordem pública sem recorrer à repressão, defendendo que as manifestações devem decorrer de forma pacífica. O responsável acusou também as autoridades policiais de, em alguns casos, contribuírem para os tumultos registados durante protestos.
“Queremos que a polícia esteja presente para manter a ordem e não para reprimir ou dispersar manifestantes. Muitas vezes, é a própria polícia que dá início a actos de vandalismo. A polícia é do povo, não de um partido”, afirmou.
O coordenador reforçou o apelo à participação de toda a sociedade civil angolana e advertiu que, caso haja tentativa de impedir a manifestação, os organizadores não irão recuar. Segundo ele, o protesto manter-se-á até que haja a libertação do general Nila, apontado como coordenador da UNTRA, detido há cerca de oito meses.


