Cerca de mil famílias de diferentes comunas do município sede do Uíge beneficiaram de transferências sociais monetárias no âmbito do programa Kwenda Urbano, no quadro da implementação da fase piloto do Kwenda-2 na província.
Por : Benhão Sapo
De acordo com o director provincial do Instituto de Desenvolvimento Local, Nanizayawo Capitão, que falava esta semana, os beneficiários são provenientes das comunas do Uíge (sede), Cacungo, Casseche e Lucunga. Entre os contemplados constam 41 pessoas com albinismo, 335 cidadãos com deficiência e 354 idosos em situação de vulnerabilidade, incluindo dificuldades físicas, económicas e risco de exclusão social.
Durante o acto de lançamento, testemunhado pelo governador provincial, José Carvalho da Rocha, autoridades tradicionais e outros convidados, o responsável destacou que, além das transferências monetárias e da atribuição de cartões Multicaixa, foram igualmente distribuídos meios de apoio conforme as necessidades dos beneficiários.
Entre os bens entregues constam 50 cadeiras de rodas, 10 canadianas, 10 andarilhos e 10 bengalas para invisuais.

Nanizayawo Capitão assegurou ainda que o programa não se limita ao município sede, estando prevista a sua expansão gradual para outros municípios da província. Sublinhou também que esta fase piloto do Kwenda-2 servirá de base para o aperfeiçoamento das próximas etapas, que deverão abranger um número mais elevado de beneficiários.
Para além das transferências sociais, avaliadas em 132 mil kwanzas por família, correspondentes a um período de um ano, o Fundo de Apoio Social (FAS) no Uíge tem vindo a implementar outras iniciativas no âmbito do programa, como o xadrez comunitário, estágios para recém-formados das universidades locais e sessões de cinema comunitário, visando a promoção da cultura e inclusão social.
As famílias beneficiárias manifestaram satisfação com o apoio recebido, referindo que os valores estão a ser aplicados na melhoria das habitações, criação de pequenos negócios e investimento em formação profissional.
Por sua vez, o governador José Carvalho da Rocha considerou o acto de grande relevância social, destacando que “tudo aquilo que se oferece às pessoas com amor, por mais pequeno que seja, tem um significado muito grande”.


