Uma imprensa verdadeiramente livre não pode ser instrumento de manipulação e do sensacionalismo
O paróco de Santo António de kifangondo disse aquando do dia mundial da liberdade de imprensa que a igreja defende a liberdade de expressão e o direito à informação, mas também insiste na necessidade de uma comunicação ética, responsável e comprometida com a dignidade da pessoa humana.
Por : João Afonso
Para o Padre Polikarpus Kopong Kellen que falava durante a abertura de um debate promovido pelo JJAFONSO e pela PASCOM ( pastoral da comunicação) uma imprensa verdadeiramente livre não pode ser instrumento de manipulação, difamação, sensacionalismo ou promoção do ódio social.
O sacerdote esclareceu ainda que o mundo precisa de uma comunicação que construa pontes e não muros, que promova a verdade e não a mentira, que eduque e não manipule, que aproxime os cidadãos e fortaleça a unidade nacional.
O debate que esteve voltado sobre o crescimento dos Portais de Notícias em Angola: Gestores, Estratégias e Abordagens Jornalisticas ficou marcado com várias intervencções. Nesse quesito, Padre Polikarpus entende que o aumento dos portais de notícias em Angola deve ser acompanhado pelo crescimento da ética profissional, da credibilidade, da formação jornalistica e da responsabilidade social.
“O futuro da comunicação no nosso páis dependerá não apenas de tecnologia, mas sobretudo dos valores humanos e morais que orientam aqueles que comunicam. Vivemos hoje numa época marcada pela velocidade da informação e pelo crescimento acelerado das plataformas digitais”
Na visão do presbitéro, em Angola, assisti -se ao surgimento contínuo de portais de notícias, blogas informativos e novas formas de comunicação que transformaram profundamente a maneira como os cidadãos recebem e partilham informações.
“Se, por um lado, este crescimento representa uma democratização da informação e uma maior participação dos cidadãos na vida pública, por outro lado, ele também nos coloca diante de grandes desafios. Hoje, qualquer pessoa pode divulgar uma notícia em poucos segundos. Contudo, nem toda a informação publicada corresponde a verdade, nem toda comunicação promove a paz, a jsutiça e a dignidade humana”.
O missionário ressaltou também que a Liberdade de Imprensa é um dos pilares de uma sociedade democrática e madura sublinhando que uma sociedade sem imprensa livre corre o risco do silêncio, do medo e da manipulação, pois para ele a rapidez da notícia jamais deve vencer a verificação dos factos para posteriormente dizer que informar não é simplesmente publicar conteúdos, informar é servir a verdade, iluminar consciencias e contribuir para o bem comum.
Participaram do debate Jornalistas, Estudantes e agentes de Comunicação, Activistas, Membros da Igreja e Representantes da sociedade civil.
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