Os militantes do MPLA, orientados pelos CAP em todos os municípios do país, vão realizar no próximo sábado, 16 de maio, marchas de apoio à candidatura do presidente João Lourenço à sua própria sucessão.
Por: Redacção
A decisão de João Lourenço (re)candidatar-se à presidente do MPLA no IX Congresso do partido, agendado para dezembro de 2026, foi anunciada pelo próprio, no sábado, 9 de maio de 2026, durante a reunião extraordinária do Bureau Político do partido, realizada em Luanda.
Segundo fonte geralmente bem informada, no fim da reunião, o Bureau Político baixou orientações às organizações de base e de massas, sobretudo os Comités de Acção do Partido (CAP) para realizarem manifestações e marchas de apoio, em todo país, à recandidatura do presidente João Lourenço.
A fonte acrescenta que o Bureau Político fez questão de sublinhar que as marchas e demais actividades devem ser organizadas discretamente, para parecerem que as mesmas acontecem por livre e expontânea vontade dos militantes, fazendo crer que o grosso de militantes a nível nacional estão com o presidente João Lourenço e apoiam a sua continuação como líder do MPLA.
“Uma vez mais, o MPLA põe em acção a sua verdadeira essência de malabarismo, mostrando o que não é e nunca foi. A dita democracia interna no partido não passa de mera fachada, tal como as múltiplas candidaturas.”
Continuando, fala-se em múltiplas candidaturas, dá-se a entender à opinião pública que o partido está aberto para o jogo democrático, mas antes mesmo que o jogo comece surge a ameaça: “Quem ousar candidatar-se é contra, é traidor e sofrerá as consequências da sua ousadia”!
De imediato, os “laboratórios da mentira” do partido começam a “fabricar” factos para desestabilizar, queimar, conspurcar e afastar quem se atreva a considerar-se pretendente à candidato. É o velho “modus operandis” do MPLA.
Prosseguindo com a sua alocução, muitos dos seus membros, a nível das esferas superiores e de decisão, podem até não concordar com os procedimentos, mas ninguém tuge nem muge. Para não perderem as benesses que o poder lhes confere. Também porque quem discordar abertamente, ou afastar-se, será tido como traidor, inimigo, e passa logo a ser “tratado” pelos “laboratórios” que, num instante, lhes imputarão todo tipo de sujeira, com direito a destaque nos principais noticiários dos órgãos públicos, redes sociais e outros.
A mesma fonte adianta aidna que António Venâncio, Higino Carneiro e outros que pretendem ser candidatos à sucessão do actual presidente, face ao anúncio de João Lourenço em candidatar-se ele próprio à sua sucessão, passam agora a ver as suas candidaturas como meras “animadoras da festa”, porque, logo à partida, toda a máquina já está a ser montada para favorecer João Lourenço.
As marchas de suposto apoio a serem realizadas no sábado, 16 de maio, são bem uma demonstração disso.
A impopularidade de João Lourenço cresce a cada dia, tanto no seio dos militantes do MPLA como dos cidadãos em geral. A fome, a miséria, a degradação social e a descaracterização do país só aumentam com o passar dos anos, sem que se apresentem soluções concretas. Só promessas vazias, discursos de circunstância para distrair e enganar o pacato cidadão, enquanto o país continua a ser impiedosamente saqueado, espoliado, afundado na miséria, tanto pelos próprios dirigentes do partido no poder, como por aqueles que recebem a “bênção” de quem detém manda.
Assim sendo, as eleições para presidente do MPLA, será apenas uma manobra para parecer o que não será, pois o vencedor já tem nome!
Muita água ainda vai correr por baixo da ponte! A novela está a começar e novos capítulos continuarão a ser apresentados!

