Os professores filiados ao movimento sindical UNTA, no município do Kimbele, província do Uíge, ameaçam não participar na realização das provas finais do terceiro trimestre, caso não sejam pagos os subsídios de isolamento destinados às zonas recônditas.
Por: Benhão Sapo
A posição foi manifestada recentemente durante as celebrações do 1.º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
Na ocasião, os trabalhadores apelaram às entidades empregadoras para a criação de melhores condições de trabalho, maior liberdade sindical, salários compatíveis, combate ao desemprego e erradicação do trabalho infantil, bem como o fim da intimidação aos trabalhadores.
Segundo os sindicalistas, caso a questão relacionada ao pagamento dos subsídios não seja resolvida atempadamente, os professores poderão boicotar o processo de assistência às provas finais nas escolas do município do Kimbele.
Dados apresentados pelo movimento sindical indicam que o município conta com cerca de 1.146 trabalhadores enquadrados em diversos organismos do Estado e 51 trabalhadores em regime de contrato, além do elevado índice de desemprego registado naquela circunscrição da província do Uíge.
Na sua declaração, o coordenador municipal da UNTA, Nascimento Alberto Tshia, apelou ao Governo e às centrais sindicais para a criação de políticas inclusivas e exequíveis, capazes de garantir um ambiente laboral mais digno e estável.
Por sua vez, o administrador municipal adjunto do Kimbele, Paciência de Sousa, que presidiu ao acto, reconheceu que o desemprego juvenil continua a representar um dos maiores desafios da região, juntamente com outras preocupações enfrentadas pelos trabalhadores.


