Em consequência do acúmulo de lixo no Icolo e Bengo, casos de cólera e malária têm afectado gravemente a população local. A denúncia foi feita esta semana pelo coordenador-adjunto do Movimento Icolo e Bengo em Acção, Artur de Sousa, em declarações à Emissora Católica de Angola.
Por : João Afonso
Segundo o activista, os municípios do Calumbo e do Sequele são os que registam maior concentração de resíduos sólidos, situação que transformou aquelas localidades num verdadeiro “cartão-postal do lixo”.
“Há uma crise de saúde pública na província do Icolo e Bengo em consequência do fraco investimento na gestão de resíduos sólidos. O Governo não consegue dar uma resposta efectiva a esta situação, que está cada vez mais a agravar-se na região”, lamentou Artur de Sousa.
O responsável acrescentou ainda que o movimento constatou, no local, a afluência de pacientes aos diferentes hospitais da província, com destaque para o Hospital Heróis do Kifangondo, onde vários munícipes deram entrada com casos de diarreia, febre tifóide, cólera e, sobretudo, malária.
Em entrevista à Rádio Ecclésia, o director municipal do Ambiente e saneamento básico no Sequele, Daniel Domingos reconheceu a gravidade da situação. O responsável, aproveitou a ocasião para criticar a actuação da operadora Elisal, que terá retirado os contentores de lixo sem aviso prévio.
A decisão obrigou a administração a contratar uma nova empresa para assegurar a recolha de resíduos sólidos na região.
Foto: Correio da Kianda


