Uma cidadã estrangeira de nacionalidade chinesa, identificada como Qiu Fang Li, ou simplesmente conhecida por Maria, proprietária da empresa JCR Comércio Geral Importação e Exportação, Lda., também tida como a representante pela área comercial do Novo São Paulo, está a ser acusada de desalojar perto de treze mil famílias que vivem na zona do Km 32 –, município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, alegando ser proprietária de um espaço que abrange três bairros naquela circunscrição, situação que tem provocado fortes contestações por parte dos habitantes.
POR: Redacção
Segundo relato dos moradores, em 2024, a zona pertencia ao distrito da Baia, tendo surgido uma delegação composta por mais de 20 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, incluindo a dona “Maria”, chefiada por um suposto inspector da fiscalização de nome Muzenga.
Postos no local, Maria pretendia comprar um espaço defronte às bombas da Pumangol, naquela circunscrição.
Alegaram que, para adquirir o espaço, ela pretendia que se fechasse a entrada da passagem de nível da Pumangol, construindo uma sarjeta e abrindo um outro caminho, o que foi rejeitado pela população, visto que o bairro possui apenas uma entrada.
“Depois de negarmos, ela tentou corromper-nos com cinco milhões de kwanzas, mas mesmo assim negámos”, contou Perperto Alberto, morador da zona há mais de 10 anos.
Acrescentou ainda que, em Janeiro de 2026, foram surpreendidos por uma suposta equipa de militares das Forças Armadas Angolanas, junto à bacia de retenção, instalando uma tenda, situação que deixou os moradores desconfiados.
Estes, porém, dirigiram-se ao local e questionaram o coordenador do bairro, Xavier Ferreira Muhanda, que terá dito que os militares estariam apenas a controlar aquela zona por questões de segurança.
Ressaltou que, depois de 15 dias, ainda no mês de Janeiro, surgiu uma equipa de técnicos de construção civil que procedia à escavação junto à bacia de retenção de água.
A população tentou intervir, mas foi informada que os técnicos estariam a efectuar limpezas na referida bacia, por se tratar de uma zona perigosa e frequentada por crianças.
Com desenvolvimento na próxima edição.


