Uma alta figura política do MPLA e membro do Bureau Político, que falou sob anonimato citado pelo portal MWENE-NEWS, criticou a interpretação de Isaías Kalunga sobre o processo eleitoral do Conselho Nacional da Juventude (CNJ).
Segundo a fonte, Kalunga estaria a confundir os procedimentos estatutários do CNJ com os do MPLA, ao defender que as assembleias devem iniciar nos bairros, passando pelos municípios e províncias, antes da eleição nacional.
Após análise dos estatutos do CNJ, o dirigente sustenta que o processo ocorre de forma inversa: primeiro realiza-se a Assembleia Geral Ordinária para eleger o presidente nacional e, posteriormente, decorrem as assembleias provinciais e municipais.
A mesma fonte de acordo ainda com MWENE NEWS aconselha Isaías Kalunga a reconhecer a nova direção eleita e proceder à entrega de pastas, em nome da estabilidade institucional e da boa imagem da juventude angolana.
*”CNJ não é MPLA”
O dirigente sublinha que o n.º 2 do artigo 34.º dos Estatutos do CNJ determina que as Assembleias Gerais Provinciais sejam realizadas após a Assembleia Geral Ordinária nacional, considerando incorreta a tese de que o processo deve começar pelas estruturas de base.
Para a fonte citada pelo referido Portal, a conferência de imprensa de Isaías Kalunga revelou um “erro de interpretação estatutária” e uma tentativa de sustentar uma posição sem respaldo legal.
“CNJ não é MPLA. O processo do Conselho começa no topo e depois estende-se às restantes estruturas”, concluiu.
Foto : Mwene News


