O activista cívico, jurista e defensor dos direitos humanos Jaime Domingos, conhecido por Jaime MC, alertou para as consequências da falta de investimento na juventude angolana, defendendo que o Estado deve assumir um compromisso mais efectivo com a educação.
Por : Redacção
As declarações foram feitas durante um encontro promovido por uma formação política, no qual o activista abordou os principais desafios enfrentados pela juventude, a necessidade de maior unidade entre os partidos da oposição e a preparação para as eleições gerais de 2027.
Na ocasião, Jaime MC afirmou que, apesar de os jovens representarem a maioria da população angolana, continuam a enfrentar dificuldades crescentes no acesso ao mercado de trabalho e às oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
Segundo o jurista, a falta de emprego tem levado muitos jovens a recorrerem a actividades informais de sobrevivência, como a lavagem de viaturas, o trabalho como lotadores de táxis e outras ocupações de subsistência.
“Hoje temos muitos jovens que encontram sustento em actividades como a lavagem de carros, o trabalho de lotador ou outras ocupações informais. São actividades de resistência e de subsistência, mas um governo sério não pode permitir que a sua juventude fique sem perspectivas de futuro”, afirmou.
Jaime MC advertiu que a ausência de políticas públicas eficazes para a juventude poderá ter consequências graves para o desenvolvimento do país.
“Essa juventude, daqui a 10 ou 20 anos, terá 40 ou 50 anos. Se continuar sem oportunidades de formação e emprego, o país enfrentará problemas sociais e económicos ainda maiores. É indispensável investir na juventude”, alertou.
O activista considerou que a expansão do sector informal é um reflexo da escassez de oportunidades de emprego digno, defendendo a implementação de políticas públicas voltadas para a qualificação profissional, o empreendedorismo e a criação de postos de trabalho, como forma de garantir melhores perspectivas para as novas gerações.

