Os trabalhadores da Sociedade Mineira Chissema, localizada na província da Lunda Norte, denunciam atrasos salariais que, segundo afirmam, já se prolongam há sete meses, afectando centenas de funcionários.
Por : Redacção
Durante uma reivindicação laboral, os trabalhadores revelaram que a empresa conta com cerca de 800 colaboradores, distribuídos por diversas categorias profissionais, incluindo pessoal de limpeza, segurança, operadores e encarregados.
De acordo com um dos denunciantes que preferiu anonimato, os salários estariam a ser pagos de forma selectiva, beneficiando apenas um grupo reduzido de trabalhadores que se mostrassem disponíveis para integrar a nova frente de exploração mineira.
No entanto, muitos funcionários, acrescenta Nelito dos Santos de nome fictício recusam esta medida, por considerarem que ela não resolve a questão principal: a regularização dos salários em atraso.
Os trabalhadores alegam ainda que a direcção da empresa tem apresentado sucessivas promessas de pagamento, sem que até ao momento tenha sido encontrada uma solução definitiva para o problema.
João Fernandes, igualmente um nome fictício, afirmou que a situação permanece inalterada e manifestou a esperança de que dias melhores possam surgir, lamentando o actual contexto vivido na empresa.
“Nenhum trabalhador resiste num ambiente laboral marcado por tantas dificuldades, assim como nenhuma empresa consegue manter-se sem produção. Se não há produção, não haverá rendimento para a empresa”, declarou.
Até ao momento, não foi possível obter um pronunciamento oficial da direcção da Sociedade Mineira Chissema sobre as alegações apresentadas pelos trabalhadores.
Este é um assunto que continuaremos a acompanhar.


