“Parasita” obriga administração a levar saúde às comunidades
A picada do mosquito infectado pelo parasita Plasmodium, responsável pela transmissão do paludismo, continua a constituir uma das maiores preocupações de saúde pública em Angola, onde a doença afecta milhares de famílias todos os anos. A doença permanece entre as principais causas de morte no país, afectando milhares de famílias, sobretudo nas zonas periféricas, onde se regista um elevado número de casos.
Por : Redacção
Com o objectivo de reduzir a incidência da doença e aproximar os serviços de saúde das comunidades, a Administração Municipal do Cazenga realizou, durante três dias, uma Feira da Saúde na comuna do Kima Kieza.
A especialista em Medicina Geral, Domingas Afonso Kima, destacou que o paludismo continua a ser uma das doenças mais frequentes entre os utentes das unidades sanitárias. Segundo a médica, é fundamental que a população realize consultas de rotina e adopte hábitos saudáveis, incluindo a prática regular de exercícios físicos.
Por sua vez, o especialista em Estomatologia, José Tumbo, manifestou preocupação com os problemas de saúde apresentados pelos pacientes, chamando a atenção para a necessidade de uma maior atenção à saúde oral.
Entre os beneficiários da iniciativa esteve José Miguel, que aproveitou a feira para efectuar exames de rotina. O munícipe reconheceu que os casos de paludismo continuam elevados na sua comunidade e considerou importante a realização de actividades do género.
Já a munícipe Celina Cordeiro apelou aos moradores para seguirem as recomendações dos técnicos de saúde, de modo a promover uma comunidade mais saudável e consciente dos cuidados preventivos.
O director municipal da Saúde do Cazenga, Caetano José Miguel, explicou que a iniciativa visa levar os serviços de saúde para mais perto das populações, facilitando o acesso aos cuidados médicos. Na ocasião, garantiu que a actividade será realizada, pelo menos, uma vez por mês.
“Contamos com uma equipa multissectorial composta por especialistas de diversas áreas, como Farmácia, Estomatologia, Pediatria, Psicologia, Consultas Pré-Natais, Medicina Geral e Laboratório”, afirmou.
Apesar dos esforços das autoridades sanitárias, a incidência do paludismo continua a atingir níveis preocupantes, especialmente entre crianças e mulheres grávidas. O país tem reforçado campanhas de testagem, tratamento gratuito e distribuição de mosquiteiros para travar a propagação da doença.
Dados divulgados pelo Jornal de Angola, na edição de 25 de Abril deste ano, indicam que Angola registou mais de 11 milhões de casos de malária em 2025, número que resultou em 11.260 mortes, demonstrando a dimensão do desafio que o país continua a enfrentar no combate à doença.


