Um cidadão da comunidade da Baía, em Calumbo, Santana Adão Domingos, disponibilizou uma área com mais de três hectares para a implementação de projectos sociais, entre os quais uma esquadra policial, escola de alfabetização, creche comunitária, centro de saúde e casa de cultura.
Por : Redacção
O Coordenador do projecto Mercado Municipal “KIDANDA KYA MUIJI”, Santana Adão Domingos afirma ter reservado parte do seu terreno para a construção de infra-estruturas destinadas a beneficiar directamente a comunidade.
Entre os projectos previstos constam uma Escola de Alfabetização, Creche Comunitária, Centro de Formação de Empreendedorismo, Centro de Saúde, Centro de Aconselhamento e Reintegração Social, Esquadra Policial, Casa de Cultura, além de outros espaços destinados à juventude.
O responsável pretende doar os espaços ao Governo angolano, com o objectivo de contribuir para a concretização das referidas infra-estruturas e melhorar as condições sociais da população.
Segundo Santana Adão Domingos, já foi dirigido um convite às autoridades competentes para visitarem a comunidade e conhecerem os terrenos e projectos previstos. Até ao momento, aguarda por uma resposta à solicitação.
A visita deverá permitir a apresentação das áreas disponíveis e a discussão de uma possível parceria institucional entre a família proprietária dos terrenos, as autoridades tradicionais e a Administração Municipal.
Casa de Cultura é um dos principais sonhos
Entre as várias iniciativas previstas, a Casa de Cultura ocupa um lugar de destaque nos planos de Santana Adão Domingos. O espaço deverá acolher actividades ligadas à música, dança, cultura e educação cívica.
Para o promotor, a criação de espaços de convivência e aprendizagem pode desempenhar um papel importante na prevenção de comportamentos desviantes entre os jovens.
“Se nós não prepararmos o bem social da juventude, não vamos conseguir resolver os problemas apenas com cadeias. É preciso preparar os jovens”, afirmou.
“As terras devem servir a comunidade”
Santana Adão Domingos explicou que os terrenos foram deixados pelos seus pais e que a família decidiu colocá-los à disposição de projectos capazes de beneficiar não apenas os descendentes, mas toda a comunidade da Baía.
“Os meus pais disseram que iam deixar as terras onde cultivaram, não dinheiro”, relatou.
Na sua perspectiva, a melhor forma de valorizar esse património familiar é transformá-lo em espaços destinados a projectos sociais que possam gerar benefícios concretos para a população.
O coordenador do projecto defende, igualmente, uma maior cooperação entre as famílias detentoras de terrenos, as autoridades tradicionais e as instituições públicas, considerando que esta articulação poderá contribuir para acelerar a implementação de iniciativas sociais e comunitárias.
Apelo às autoridades
No final, Santana Adão Domingos apelou às autoridades para que prestem maior atenção às necessidades da população da Baía, sobretudo nas áreas da educação, água, saúde, juventude, cultura e emprego.
Para o responsável, o desenvolvimento da comunidade deve resultar de uma acção conjunta entre o Estado, as famílias e as estruturas tradicionais.
“Estou a pedir uma parceria com o Governo para o bem social, não para mim. Quero que o Governo sirva este povo”, concluiu.

