A Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) manifesta preocupação com a postura de algumas autoridades angolanas perante as reivindicações e reclamações apresentadas pela organização junto das diferentes instituições do país, no âmbito do exercício das suas actividades.
Por :João Afonso
A preocupação foi manifestada, este sábado, pelo presidente da ANATA, Rodrigo Catimba, durante o Festival de Jornalismo, promovido pela associação cívica Uyele, no Instituto de Ciências Religiosas de Angola, em Luanda.
Na ocasião, o responsável afirmou que, muitas vezes, quando a associação denuncia uma má actuação ou critica determinadas falhas das autoridades, as suas reivindicações são mal interpretadas e acabam por ser, alegadamente, politizadas.
“Somos taxistas e o nosso serviço está praticamente vocacionado para o transporte de passageiros. Muitas vezes, quando identificamos uma falha por parte das autoridades, seja de um agente policial ou mesmo de um administrador que não tenha desempenhado correctamente o seu trabalho, sentimos a necessidade de reivindicar ou repudiar aquela má acção da forma mais correcta. No entanto, há um jogo que se faz e, às vezes, ficamos sem entender, como se todos estivéssemos a fazer política. Isso cria constrangimentos no nosso seio”, lamentou Rodrigo Catimba.
Apesar da postura que, segundo o presidente da ANATA, é adoptada por alguns elementos da administração pública, o responsável acredita que as autoridades compreenderão, progressivamente, o verdadeiro propósito das reivindicações dos taxistas.
Rodrigo Catimba reforçou que a associação pretende apenas defender os interesses da classe e contribuir para a melhoria das condições de exercício da actividade de táxi no país.


