O clima agravou-se com a ameaça de uma reavaliação fiscal em França, cujo montante pode ascender a vários milhões de euros ou, no limite superior da estimativa, a mil milhões, segundo a própria empresa.
Por : Redacção
Romy e Alain Castel invocam a condição de proprietários para denunciar uma “crise de governação” e acusam Gregory Clerc de se ter apoderado do grupo. O executivo responde que se limita a respeitar o modelo definido por Pierre Castel em 1992, que separa a titularidade do capital da gestão operacional.
No final de 2025, Alain Castel foi afastado do conselho de administração da DF Holding, sociedade luxemburguesa presidida por Gregory Clerc e que tutela as três principais unidades operacionais do grupo: a Castel Vins, a Castel Afrique, onde se integra o negócio africano das cervejas, e a filial agro-alimentar Somdia.
Em Fevereiro, a assembleia geral da IBBM acabou nos tribunais. Romy e Alain Castel tentaram destituir Gregory Clerc, que contestou a validade da votação. A justiça de Singapura suspendeu-o provisoriamente das funções de administrador da IBBM até à decisão de hoje.
A filha do fundador pede agora o afastamento definitivo do gestor e espera que este perca também o lugar na DF Holding. O círculo de Gregory Clerc afasta esse cenário: a holding é controlada por um fundo fiduciário, entidade que gere a empresa em nome dos beneficiários e que, alegam, poderá ignorar as orientações da IBBM.
Com a escalada do conflito, também Romy Castel saiu dos conselhos de administração da Castel Vins e da Somdia, depois de criticar a eventual venda de uma filial camaronesa. Para a herdeira, essa empresa é essencial à visão do pai de um grupo verticalmente integrado.
A disputa chegou à esfera criminal. Em Genebra, Romy Castel apresentou queixa contra Gregory Clerc por gestão danosa e branqueamento de capitais, por factos do tempo em que este era o seu advogado fiscal pessoal. No Luxemburgo, uma queixa por abuso de bens sociais, ligada à remuneração do gestor, foi considerada pelo Ministério Público de natureza cível e não penal. Em Paris, Gregory Clerc é visado por uma queixa por receptação.
Romy Castel, que reside na Suíça, foi por sua vez formalmente acusada em Genebra de falsificação e uso de documento falso. O presidente executivo acusa-a de ter imitado a assinatura do pai numa procuração, o que a herdeira nega.
Fonte : WWW.meininger.de

