O aumento da produção nacional de tomate, particularmente na província do Bengo, está a provocar uma queda acentuada no preço do produto nos últimos dias.
Por : Redacção
A constatação foi feita pela plataforma digital da Uyele, durante uma visita realizada esta semana ao mercado comunal de Caxito, conhecido como Kawango, onde o excesso de tomate tem dificultado a comercialização e reduzido significativamente os rendimentos dos vendedores.
Grande parte do tomate comercializado no mercado é proveniente das localidades de Paranhos e Porto Kipiri, onde a produção tem registado níveis elevados. Actualmente, uma caixa de tomate está a ser comercializada por valores muito abaixo dos praticados anteriormente como refere a página.
Segundo os vendedores, uma caixa que antes custava cerca de 15 mil kwanzas está agora a ser vendida, em alguns casos, por apenas mil kwanzas.
“Antigamente, a caixa de tomate era 15 mil kwanzas, mas hoje estamos a vender a mil kwanzas”, contou um dos vendedores.
Apesar dos preços baixos, os comerciantes afirmam que continuam a enfrentar dificuldades para escoar o produto, devido à falta de compradores.
“No momento, as vendas estão a correr mesmo pessimamente. Está a sair muito tomate e não há como ter um bom rendimento. Para esse problema acabar, o Governo devia ver a situação da fábrica de massa de tomate que está no Caboxa”, afirmou Beatriz Matias.
A situação é ainda mais preocupante para os vendedores quando chega ao final do dia, altura em que muitos são obrigados a reduzir ainda mais os preços para evitar que o produto se estrague.
“Quando o dia está a acabar e já não temos solução, acabamos por vender a caixa até por 500 kwanzas, apenas para levar alguma coisa para casa e para as nossas crianças”, revelou Lídia Carlos.
Segundo os interlocutores, a falta de compradores faz com que parte do tomate acabe por ser deitada fora, devido à rápida deterioração do produto. A situação evidencia o desperdício da produção agrícola e a necessidade de encontrar mecanismos mais eficazes para o escoamento e aproveitamento do excedente.
Além de Paranhos e Porto Kipiri, outras zonas nos arredores de Caxito também se dedicam à produção de tomate, entre elas Sete Imbondeiros, Quissomeira e a vizinha comuna do Quicabo.
Refere ainda a página que os produtores e vendedores defendem, por isso, a criação de melhores condições de escoamento e de transformação do tomate, incluindo o aproveitamento da produção por unidades industriais, como a fábrica de massa de tomate localizada no Caboxa.
Fotos : Uyele


