A greve convocada pelo Sindicato dos Professores (SINPROF) na última segunda-feira, 21, poderá ser levantada ainda hoje, caso a organização sindical e o Governo cheguem a um entendimento durante o encontro agendado para a tarde desta quarta-feira.
Por : Redacção
Enquanto se aguardam os pronunciamentos das duas partes, as aulas continuam paralisadas em várias instituições de ensino. A situação tem sido acompanhada com preocupação devido aos possíveis impactos no processo de ensino e aprendizagem.
Para um dirigente do sector da educação, que preferiu não ser identificado, a continuidade da greve poderá prejudicar os alunos, sobretudo se avançarem as diferentes fases de paralisação previstas pelo sindicato sem que seja alcançado um entendimento.
“Como alunos, estaremos bastante prejudicados naquilo que são as aulas, sabendo que ainda vêm as próximas fases da greve. Enquanto isso não estiver ultrapassado, veremos que o ano lectivo terminou tipo nada”, afirmou Elídio Manuel, estudante do ensino médio numa instituição pública.
O estudante considera igualmente que a valorização dos professores está directamente ligada à qualidade do ensino. Na sua perspectiva, a melhoria das condições dos docentes representa um investimento no futuro da educação.
“Valorizar os professores é investir no futuro”, ressaltou.
Do lado da gestão escolar, reconhece-se a existência de reivindicações da classe docente, incluindo a necessidade de melhores condições salariais. Ao mesmo tempo, é apontado que os constrangimentos provocados pela paralisação acabam por afectar o normal funcionamento do processo educativo.
As divergências entre a classe docente e o Executivo estão relacionadas com o cumprimento de compromissos assumidos no acordo celebrado em Janeiro deste ano. Entre as questões apresentadas pelo sindicato estão matérias relacionadas com concursos de ingresso e acesso, enquadramento de professores e actualização das carreiras.
Enquanto o SINPROF sustenta que permanecem por resolver questões consideradas essenciais pela classe docente, o Ministério da Educação afirma que 11 pontos do caderno reivindicativo já foram atendidos e defende a continuidade do diálogo entre as partes.
O encontro desta quarta-feira poderá, assim, ser determinante para definir os próximos passos da greve e o eventual regresso dos professores às salas de aula.

