A morosidade na conclusão das obras de reabilitação do troço que liga a zona da Tecnocarro ao Bairro Uíge, no município do Hoji-Ya-Henda, em Luanda, precisamente está a gerar preocupação entre os moradores e frequentadores daquela localidade. Iniciadas em Novembro do ano passado, as obras aproximam-se de um ano sem que os trabalhos estejam concluídos.

Por: Redacção
A intervenção está enquadrada no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e tem despertado grandes expectativas entre os habitantes, que aguardam pela melhoria das condições de circulação rodoviária, pelo aumento da mobilidade e pelo desenvolvimento socioeconómico da região.
Garcia Domingos, morador do bairro e proprietário de um pequeno estabelecimento comercial, recordou as dificuldades enfrentadas antes do início das obras, quando a via se encontrava em estado crítico, marcada por inúmeros buracos que dificultavam a circulação de viaturas e motociclos.
“Esta via era muito crítica, com muitos buracos que dificultavam a circulação dos meios de transporte. Dificilmente os automobilistas e motociclistas chegavam até aqui e, quando o faziam, os preços cobrados eram muito elevados. Essas dificuldades chegaram a obrigar alguns habitantes a abandonar o bairro”, explicou.
O comerciante considera que a conclusão da reabilitação poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento do município, em particular do Bairro Uíge, ao facilitar a mobilidade dos cidadãos e impulsionar a actividade comercial.
Por sua vez, uma fonte que preferiu não se identificar manifestou a sua insatisfação com a lentidão dos trabalhos, tendo em conta o tempo decorrido desde o seu início.
Segundo a mesma fonte, a aproximação da época chuvosa constitui um factor adicional de preocupação, uma vez que poderá comprometer o andamento das obras e prolongar ainda mais o período de espera dos habitantes.
Já Gerson, outro residente da localidade, acredita que a conclusão da empreitada poderá criar melhores condições para o surgimento de pequenos negócios e incentivar o empreendedorismo no seio das famílias.
O morador sublinhou, contudo, que a concretização desses benefícios depende da continuidade dos trabalhos e da estabilidade na execução do projecto, apontando a alegada substituição recorrente de empreiteiros como uma das razões para a lentidão registada.
“Sabemos que as dificuldades de acesso serão ultrapassadas, mas isso só será possível se não houver mais trocas de empreiteiros, uma situação que tem contribuído para a lentidão na conclusão das obras. No final, são os moradores que saem mais prejudicados”, lamentou.
Entretanto, Mário José Kuxi, residente da zona e reformado, chamou a atenção para os impactos económicos provocados pela demora na conclusão da empreitada, sobretudo no que diz respeito ao preço de alguns produtos, com destaque para o gás de cozinha.
De acordo com o morador, os comerciantes que trabalham neste sector enfrentam dificuldades no transporte e abastecimento das mercadorias, sendo obrigados a percorrer vias alternativas que também apresentam condições precárias de circulação. A situação, acrescentou, provoca atrasos, aumenta os custos operacionais e contribui, em alguns casos, para a danificação das viaturas.
Perante este cenário, os moradores apelam à conclusão célere das obras, de modo a evitar que a chegada das chuvas agrave as dificuldades de circulação e prolongue os constrangimentos enfrentados diariamente pela população.
A conclusão da reabilitação do troço Tecnocarro–Bairro Uíge é, assim, aguardada com expectativa pelos habitantes, que esperam ver melhoradas as condições de acesso, dinamizada a actividade comercial e criadas novas oportunidades de desenvolvimento para a comunidade.

