Um caso envolvendo o antigo líder do MEA e a UNITA está a gerar debate público. O comentarista Dinis Miguel questiona se Francisco Teixeira irá defender os interesses do povo ou priorizar benefícios pessoais.
Por: João Afonso
A polémica surgiu após o portal Factos Diários divulgar uma notícia segundo a qual a UNITA teria, alegadamente, “resgatado” o antigo presidente do MEA em troca de mais de cinco viaturas do tipo L200 e uma quantia monetária não revelada. Desde então, várias reações começaram a surgir.
Em declarações ao Jornal Liberdade, Dinis Miguel considerou que é normal haver aproximações entre Francisco Teixeira e outras forças políticas. No entanto, sublinhou que, caso as alegações sejam verdadeiras, há um ponto negativo na forma como o processo estaria a ser conduzido.
“Teixeira é livre de fazer as suas escolhas, mas a política deve ser feita com convicção, e não baseada apenas em interesses materiais e financeiros”, afirmou o comentarista, levantando a questão: estará o antigo líder do MEA a defender o povo ou apenas benefícios próprios?
Relativamente à possibilidade de a UNITA convocar manifestações em caso de alegada fraude eleitoral nas eleições de 2027, Dinis Miguel entende que o partido tem legitimidade para mobilizar os cidadãos, desde que existam provas que sustentem tais acusações.
De acordo com o Factos Diários, esta alegada negociação faria parte de uma estratégia política com vista às eleições gerais previstas para 2027.
A mesma fonte refere ainda que, após o Congresso Ordinário do MEA, realizado nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, em Luanda, no município de Viana, Adalberto Costa Júnior teria orientado Nelito Ekwikwi, secretário nacional da JURA, a não dar espaço político a Francisco Teixeira. Contudo, quatro dias depois, o líder associativo teria sido recebido, tendo-lhe sido apresentada uma proposta para ocupar a 10.ª posição como deputado, além da atribuição de meios logísticos em nome do Movimento Social para Mudança (MSM), fundado a 6 de março do corrente ano.
Importa recordar que, neste período pré-eleitoral, já se começam a registar diversos episódios políticos que antecipam as eleições gerais de 2027 no país.

