A Associação dos Camionistas de Angola (ACA) manifestou preocupação com o estado de degradação de uma estrada adjacente à sede da administração municipal do Porto Amboim, na província do Kwanza Sul, devido à presença de buracos e à ausência de sinalização rodoviária.
Por: Benhão Sapo
Segundo o porta-voz da associação, João Gonçalves Ngola, a situação representa um perigo constante para os automobilistas e já terá provocado acidentes graves, incluindo um caso que resultou na morte de agentes da polícia.
“Há uma empresa que iniciou trabalhos na estrada, mas abandonou buracos ao longo de cerca de dois quilómetros. Esses buracos estão a aumentar, sem qualquer intervenção da administração local nem sinalização de perigo, numa zona onde já houve vítimas mortais”, denunciou.
De acordo com o responsável, a falta de sinalização também esteve na origem de outros acidentes, como o despiste de um camião que transportava mercadorias e levava três ocupantes – o motorista e dois filhos menores. O veículo terá tombado após uma manobra de ultrapassagem mal calculada por outra viatura, agravada pelas más condições da via.
“Uma carrinha fez uma ultrapassagem indevida, encontrou os buracos, e o camionista não conseguiu travar a tempo. O camião ficou parcialmente destruído. Quem deve ser responsabilizado?”, questionou.
A ACA apela às autoridades locais para uma intervenção urgente, destacando que, no mínimo, devem ser colocados sinais de alerta para evitar novos acidentes e travar o que considera ser um potencial “campo de morte” para automobilistas.
A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte em Angola. Dados recentes indicam que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registados 1.854 acidentes de viação em todo o país, dos quais resultaram 482 mortos e 2.431 feridos.
As províncias de Luanda, Kwanza-Sul, Uíge, Benguela, Huíla e Huambo lideram o número de ocorrências. Entre as principais causas dos acidentes destacam-se atropelamentos, colisões entre veículos e motociclos, bem como despistes seguidos de capotamento.
Para travar esta tendência, as autoridades angolanas têm em curso o programa Mude Antes que Seja Tarde, que visa sensibilizar os cidadãos para uma condução mais responsável e preventiva.


