A comissão sindical do ministério das pescas e recursos marinhos denuncia o desaparecimento das embarcações e a não entrega de residências atribuidas aos funcionários, facto que faz com que o colectivo de trabalhadores aguarde por uma solução favorável
Por : Redacção
O porta-voz da comissão sindical, Bráulio Firmino, afirma que a ministra e os seus colaboradores directos não estão preocupados com a vida dos funcionários.
“As embarcações estão nas mãos de particulares e a operarem
normalmente, o Ministério das Pescas sabe com quem estão essas embarcações”, conta a fonte.
De acordo com a fonte, a Associação Mutualista dos Trabalhadores do
Ministério das Pescas, tinha na altura como a presidente, Maria Nelumba actual governadora do Bengo.
E a ministra das Pescas Carmen do Sacramento Neto dos Santos quando chegou para o ministério foi-lhe informada que essas embarcações foram compradas com o dinheiro do estado angolano para apoiar os funcionários do Ministério das Pescas e que não poderia passar licença aos que se arrogam proprietários dessas embarcações sem o conhecimento e votação dos trabalhadores em assembleia de sócios da Associação Mutualista dos trabalhadores das pescas”, sublinha.
De acordo com líder sindical e dos estatutos e a lei das associações mutualistas lei nº 32/22 de 1 de fevereiro, o ministério deu a revelia essa licença as pessoas que estão com essas embarcações.
” A ministra Carmen Neto guarda em segredo as empresas que estão com essas embarcações e os seus representantes que se apoderaram das embarcações dos trabalhadores do Ministério das Pescas”,
Complexo habitacional
De roubo dos trabalhadores, não é tudo. Fora das embarcações existem no despacho 119/01 complexos habitacionais na ilha de Luanda, no Namibe, Tombwa que foram construídos com o dinheiro do Estado, mas nenhum funcionário do Ministério das Pescas reside nos referidos complexos e meteram lá outras pessoas.
“É um despacho emitido pela antiga Ministra das Pescas, Fátima Jardim e que até hoje nunca foi revogado. Se lhe mentirem que foi revogado que apresentam o despacho 119/01 de 27 de Abril”
Para o sindicalista, os funcionários das pescas trabalham a vida toda e vão para a reforma sem se quer uma residência. Mas existem complexos habitacionais, mas por ganância da ministra Carmen e os seus comparsas, fazem vista de mercadores.
De acordo com denúncias, as embarcações como Xangongo, Kalandula, Cuando e Simione,foram compradas por via do despacho 119/01 de 27 de Abril para pescar peixe para os trabalhadores das pescas. As mesmas foram adquiridas com dinheiro do estado por via do Fundo de Apoio a Indústria Pesqueira (FADEPA) para pescar e colocar peixe na mesa dos funcionários do Ministério das Pescas no ano de 2001.
O Jornal Liberdade contactou o ministério das pescas e recursos marinhos para esclarecimentos que se impõem a volta da situação, mas a instituição remeteu –se em silêncio até ao fecho desta matéria.


