O Sindicato dos Enfermeiros do Bengo (SINDEA) mantém a decisão de avançar com uma greve a partir das 6 horas desta segunda-feira, 14 de Setembro, em protesto contra o alegado incumprimento de compromissos assumidos pelo Governo Provincial, no âmbito do caderno reivindicativo e do memorando de entendimento.
Por: Silvia Mário
A garantia foi dada pelo secretário do SINDEA no Bengo, Paulo Chindumbo, segundo o qual a paralisação resulta da falta de concretização de compromissos assumidos durante as negociações entre o sindicato e o Governo Provincial.
Entre as principais reivindicações está a integração dos enfermeiros voluntários, numa altura em que o sindicato denuncia a falta de profissionais nas unidades sanitárias da província.
Paulo Chindumbo explica que o sindicato e o Governo chegaram ao entendimento de que seria realizado um levantamento dos profissionais falecidos, reformados ou desactivados do sistema, com o objectivo de identificar vagas e, posteriormente, realizar um concurso interno que permitisse a integração dos voluntários.
Segundo o responsável sindical, a medida, entretanto, não chegou a ser concretizada.
“Os bancos de urgências aqui, a nível dos hospitais, só trabalham com um enfermeiro. Não é possível. Quem está aí a ajudar são os voluntários.”
A falta de medicamentos, reagentes e outros materiais gastáveis também integra o caderno reivindicativo do SINDEA.
De acordo com Paulo Chindumbo, as dificuldades enfrentadas nas unidades sanitárias acabam por colocar os profissionais em situações de conflito com os utentes e seus familiares. O sindicato reivindica igualmente soluções para os problemas habitacionais e de transporte que afectam os enfermeiros.
Por sua vez, o director do Gabinete Provincial da Saúde, Matondo Alexandre, apresenta uma versão diferente sobre o grau de cumprimento das reivindicações.
Segundo o responsável, cerca de 90% das reivindicações apresentadas pelo sindicato já foram cumpridas, enquanto as restantes encontram-se em processo de resolução.
“Das reivindicações apresentadas, podemos considerar que 90% já foram cumpridas e outras ainda estão a caminho de resolução.”
Matondo Alexandre considera que a greve não é, neste momento, a melhor solução e apela ao SINDEA para que mantenha aberta a mesa do diálogo, de modo a permitir a resolução das questões ainda pendentes.
A greve dos enfermeiros está marcada para esta segunda-feira, 14 de Setembro, a partir das 6 horas, estando prevista a manutenção dos serviços mínimos durante o período da paralisação.


