O Comité Central da FNLA manifestou-se esta semana contra a suposta adesão do presidente do partido, à eventual Frente Unida entre alguns partidos da oposição, com vista às eleições gerais de 2027.
A iniciativa da alegada Frente Unida terá sido avançada pelo partido que integrou, em 2022, a Frente Patriótica Unida (FPU), liderada pela Unita.
De acordo com informações tornadas públicas, o Bloco Democrático terá contactado várias forças políticas da oposição para a criação de uma plataforma comum de alternância política para 2027, entre elas a FNLA, PDP – ANA, PNSA, RENOVA ANGOLA , PADA e o próprio Bloco Democrático.
Entretanto, antes de qualquer comunicação oficial por parte do presidente da FNLA, também alegadamente consultado para integrar a iniciativa, o Comité Central do partido — que há algum tempo mantém divergências com a liderança de Nimi a Simbi devido à não realização do congresso electivo — realizou esta semana uma conferência de imprensa na antiga sede do partido, onde tornou pública a sua posição contrária à eventual adesão da FNLA à referida frente política.
Na declaração política lida pelo militante Fernando Gomes, os membros do Comité Central afirmaram ter tomado conhecimento da iniciativa através de um comunicado datado de 15 de Maio de 2026, divulgado nas redes sociais.
“Foi com grande espanto que nós, membros do Comité Central, tomámos conhecimento, através de um comunicado de 15 de Maio de 2026, tornado público nas redes sociais, sobre a iniciativa de criação de uma frente única entre partidos políticos, com fins de estratégia eleitoral para a alternância em 2027”, declarou.
Os membros do Comité Central consideram ainda que uma eventual intenção de Nimi a Simbi em aderir à iniciativa constitui uma violação dos estatutos do partido por parte do presidente cessante, reiterando que a FNLA se demarca de qualquer iniciativa de aliança com outros partidos políticos angolanos.
Em reacção ao assunto, o presidente da FNLA, Nimi a Simbi, sem revelar a sua posição definitiva, confirmou ter sido consultado sobre a criação da alegada Frente Unida. Contudo, esclareceu que qualquer decisão sobre a matéria será tomada apenas durante o VI Congresso Ordinário do partido, previsto para Setembro próximo.


