O administrador do município-sede da província do Uíge, José Raimundo Almeida Teca, defendeu a necessidade de reforçar os investimentos na agricultura como forma de combater a fome e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Por: Benhão Sapo
O responsável manifestou esta posição ao destacar a forte vocação agrícola da população local, sublinhando que existem programas de apoio ao sector, entre os quais o Programa de Apoio à Agricultura Familiar, uma prática amplamente desenvolvida na região.
No entanto, José Raimundo Almeida Teca considera que a simples distribuição de meios e materiais aos camponeses não é suficiente para garantir o aumento da produção agrícola. Segundo afirmou, os resultados alcançados até ao momento devem servir de reflexão sobre a necessidade de uma maior objectividade por parte do Ministério da Agricultura na canalização de projectos agrícolas financiados por recursos internos e externos.
O administrador destacou que a província do Uíge, conhecida como a “terra do bago vermelho”, não beneficia actualmente de qualquer programa de financiamento externo destinado à produção agrícola. Na sua perspectiva, a disponibilidade deste tipo de financiamento permitiria elevar significativamente os níveis de produção na região.
“A capital do país não é um sector de produção, mas sim de transformação. Por isso, o interior deve produzir para potenciar a capital. Isso traz também uma reflexão sobre a objectividade que o Ministério da Agricultura deve ter na canalização de projectos agrícolas sob financiamento, quer interno quer externo”, defendeu José Raimundo Almeida Teca.
O responsável reiterou que o reforço dos mecanismos de financiamento agrícola constitui um factor essencial para aumentar a produtividade, fortalecer a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento económico da província e do país em geral.

