Augusto Manuel Sambula afirma que o processo da reforma militar iniciado em 2016 continua sem resultados e reivindica preservação da memória histórica do ELNA
Recentemente, o presidente da Associação dos Antigos Combatentes da FNLA, Augusto Manuel Sambula, defendeu o reconhecimento histórico e institucional do ELNA, braço armado da FNLA, e denuncia a situação de vulnerabilidade enfrentada por antigos combatentes que, segundo afirmou continuam à margem do processo da reforma militar.
Por: Redacção
As declarações foram feitas no âmbito das comemorações dos 64 anos da fundação do ELNA, assinalados este domingo, 16 de Agosto de 2026.
Ao abordar a situação actual dos ex-combatentes, Augusto Manuel Sambula manifestou preocupação com a idade avançada de muitos dos antigos integrantes do ELNA e com as condições sociais em que vivem.
O dirigente recordou que muitos dos combatentes que participaram na luta de libertação tinham então entre 18 e 20 anos e hoje se encontram em idade avançada.
Sambula citou ainda o caso de Pinto Luvambo, conhecido como “Leão do Songo”, falecido recentemente, segundo o entrevistado, e cuja família aguarda apoio para a trasladação dos restos mortais para a sua terra natal.
Para Augusto Manuel Sambula, os 64 anos do ELNA devem servir também para promover uma reflexão nacional sobre a história da luta de libertação de Angola e sobre o papel desempenhado pelos antigos combatentes.
O dirigente aproveitou a ocasião para dizer que a juventude deve ter acesso a diferentes fontes históricas e conhecer o percurso das organizações que participaram na luta anticolonial.
As celebrações dos 64 anos do ELNA decorrem num contexto em que os antigos combatentes da FNLA reivindicam maior reconhecimento, conclusão do processo da reforma militar e valorização da memória histórica da organização.

