O vice presidente da associação dos antigos combatentes da AAC/FNLA, António Luindula, destaca importância da memória histórica e apela à participação da juventude nas celebrações do braço armado da FNLA, assinalado este domingo, 16 de Agosto, os 64 anos da fundação do ELNA, braço armado.
Um dos principais desafios apontados pelo dirigente dos antigos combatentes é a necessidade de aproximar as novas gerações da história da ELNA e do papel desempenhado pelos seus integrantes no processo de libertação de Angola.
António Luindula, considera que muitos jovens, sobretudo das gerações nascidas nas décadas de 1990 e 2000, têm pouco conhecimento sobre a história da ELNA.
Por essa razão, defende maior divulgação dos acontecimentos históricos através dos órgãos de comunicação social e incentiva a participação da juventude nas celebrações.
Questionado sobre a transferência das celebrações, que nos últimos anos tiveram como palco a província do Zaire, particularmente M’banza Congo, António Liundula explicou que a decisão de realizar o evento em Luanda está relacionada com dificuldades financeiras enfrentadas pelos antigos combatentes.
“Estamos desprovidos de meios financeiros. Se tivéssemos condições, preconizávamos que este evento passasse numa das províncias. A escassez de meios financeiros não nos permite deslocar”, explicou.
De acordo com o responsável, a realização da cerimónia em Luanda permite concentrar os meios disponíveis e garantir a concretização da programação prevista para este ano.
A cerimónia que teve lugar, no Complexo 15 de Março, em Viana, reuniu antigos combatentes, estruturas da FNLA, convidados institucionais, associações e representantes das organizações juvenis e femininas.

